Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, publicou nesta terça-feira (08) uma mensagem enigmática em suas redes sociais. A postagem acontece em meio à expectativa da família por novas informações sobre o paradeiro dos dois, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão.
No story, Clarice compartilhou a frase: “Um dia, você vai contar que só tinha fé, e que foi o suficiente para tudo se transformar”. Na legenda, ela ainda acrescentou um “bom dia” acompanhado de emojis de mãos em oração.
A publicação ganha relevância diante da recente operação internacional realizada nos Estados Unidos — a Operation Statewide Shield — em que autoridades da Flórida localizaram 163 crianças e adolescentes. O grupo inclui menores de diferentes idades e nacionalidades, o que reacendeu o otimismo na busca por Ágatha e Allan.
Entre os casos, um menino atraiu atenção por apresentar semelhanças físicas com Allan Michael. A repercussão levou a família a acionar órgãos internacionais para tentar identificar o garoto. Embora a semelhança tenha causado esperanças, ainda não há confirmação de que se trate do irmão caçula de Clarice.
O assessor de Clarice, Jeferson Andrade, reforçou que ambos os filhos continuam oficialmente desaparecidos e que ainda é necessário seguir todos os procedimentos legais para a checagem de identidade. Enquanto isso, a família aguarda que as autoridades americanas compartilhem os relatórios com os dados dos menores localizados.
A advogada que representa Clarice, Nathaly Moraes, acionou o Consulado-Geral do Brasil em Miami para verificar se Ágatha e Allan estão entre as crianças encontradas durante a operação. Além disso, ela informou que também solicitou informações sobre menores localizados em outros países e consultou organizações internacionais especializadas em casos de desaparecimento.
Nathaly explica que parte dos menores resgatados pode ter sido vítima de situações de vulnerabilidade e que o processo de identificação pode ser demorado. A família mantém a esperança enquanto aguarda o retorno oficial das autoridades antes de tirar conclusões precipitadas.
Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026 na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, junto com o primo Anderson Kauã, de 8 anos. Anderson foi encontrado três dias depois, mas não há pistas sobre o paradeiro dos irmãos, apesar das buscas terrestres, aquáticas, uso de cães, drones e mobilização de voluntários. A mãe, no entanto, deixa claro que a mensagem publicada não confirma o reencontro dos filhos.



