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Jovem de 21 anos é morta com 46 facadas dentro de academia em Londrina; suspeito está preso

A jovem Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, foi morta com 46 facadas na tarde de sexta-feira (11), em uma academia que seria inaugurada em Londrina, no Paraná. Segundo a Polícia Civil, um homem de 21 anos, identificado como Gabriel de Andrade, foi preso em flagrante e é apontado como principal suspeito.

De acordo com as informações divulgadas pela investigação e pelo advogado da família da vítima, Thaissa trabalhava na entrega de panfletos em frente ao estabelecimento e teria levado o suspeito para conhecer o espaço. No vestiário, onde não havia câmeras de segurança, ele teria tentado amarrar a jovem com uma corda de ginástica.

Ainda segundo o relato apresentado à polícia, diante da resistência da vítima, o suspeito teria desferido 46 golpes de faca. Thaissa também sofreu outras três escoriações.

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A Polícia Civil informou que o investigado admitiu uma tentativa de estupro e afirmou que matou a jovem após não conseguir consumar o crime. O caso é investigado como feminicídio, e os exames periciais ainda são aguardados.

Após o assassinato, o suspeito teria escondido a faca no forro de gesso do imóvel e fechado a porta da garagem. Na sequência, teria ido até uma rua próxima e afirmado à polícia que havia sido vítima de uma tentativa de assalto. Ele acabou preso em flagrante.

No sábado (12), a prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia, segundo o Tribunal de Justiça do Paraná.

A defesa de Gabriel afirmou que respeita a família da vítima e informou que o acusado possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ONG Autimizar, de Londrina, ressaltou que um eventual diagnóstico de TEA não deve ser associado, de forma generalizada, à violência ou à criminalidade.

Áudios podem ajudar nas investigações

Um áudio enviado por Thaissa a um amigo três dias antes do crime também passou a integrar as investigações. Na gravação, a jovem relata que um homem havia visitado a academia várias vezes e demonstra preocupação com o fato de o vestiário não possuir câmeras.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos no inquérito permitem identificar o homem mencionado nos áudios como o mesmo indivíduo preso pelo assassinato.

Thaissa cursava Nutrição no Centro Universitário Filadélfia (UniFil) e se preparava para prestar vestibular para Direito.

O Laboratório de Estudos de Feminicídios (LESFEM), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), lamentou a morte da estudante e destacou que ela tinha projetos acadêmicos e pessoais. A entidade também prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas da jovem.

A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias do crime e definir as responsabilidades criminais do suspeito.