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Lula defende fim das bets no Brasil e classifica apostas online como problema de saúde pública

O presidente Lula está certo ao defender o fim das bets no Brasil. As apostas online deixaram de ser uma simples diversão para se transformar em uma epidemia social, alimentada por publicidade agressiva, falsas promessas de enriquecimento e acesso instantâneo ao dinheiro das famílias. Lula classificou esse vício como uma “doença” e afirmou estar decidido a enfrentar o setor, colocando a saúde e o bem-estar da população acima dos impostos e dos interesses econômicos envolvidos.

A aposta online em nada edifica uma sociedade. Não produz conhecimento, não gera desenvolvimento e não melhora a vida de ninguém, exceto a dos donos das plataformas. Enquanto trabalhadores são induzidos a acreditar que podem resolver seus problemas financeiros com alguns cliques, as casas de apostas acumulam fortunas sustentadas justamente pelas perdas de milhões de brasileiros.

A lógica das bets é perversa: os mais ricos ficam ainda mais ricos, enquanto os pobres perdem salários, economias e, em muitos casos, o dinheiro destinado à alimentação e ao pagamento das contas. A ilusão do ganho fácil rapidamente se transforma em endividamento, ansiedade, dependência e conflitos familiares. Não por acaso, o próprio Ministério da Saúde alerta que as apostas podem causar dependência, comprometer o salário e destruir famílias.

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Também não convence o argumento de que o futebol brasileiro não sobreviveria sem o patrocínio dessas empresas. Como lembrou Lula, clubes como Flamengo, Corinthians, Santos, Grêmio, Internacional e São Paulo construíram suas histórias e conquistaram títulos muito antes da invasão das bets. O futebol não pode depender de uma atividade que lucra com a compulsão, a frustração e a miséria financeira de seus próprios torcedores.

Regular e tributar não basta quando o produto, por sua própria natureza, depende de que a maioria perca para que poucos lucrem. Nenhuma arrecadação compensa famílias endividadas, jovens viciados e trabalhadores entregando parte do salário a plataformas bilionárias. O fim das bets não seria uma medida contra o entretenimento ou o futebol, mas uma decisão em defesa da sociedade. Entre proteger os lucros das casas de apostas e proteger o povo brasileiro, o Estado não deveria ter qualquer dúvida.