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João Pessoa - PB
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Prestes a completar dez anos, caso da Chacina de Pioz segue sem desfecho na Justiça brasileira

O processo que apura a possível participação do paraibano Marvin Henriques Correia na Chacina de Pioz, na Espanha, teve um novo desdobramento na Justiça brasileira. O Superior Tribunal de Justiça negou um recurso apresentado pela defesa do acusado, mantendo o caso em tramitação no Brasil às vésperas de completar dez anos.

A defesa tentava levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal, mas o STJ entendeu que o recurso exigiria reanálise de fatos e provas já examinados por instâncias anteriores, algo que não cabe ao STF, cuja atuação se restringe a questões constitucionais.

Defesa mantém confiança em absolvição

Em nota, os advogados de Marvin afirmaram que aguardam o retorno do processo à primeira instância para apresentar novos argumentos e reforçaram a convicção de que a Justiça reconhecerá que ele não possui responsabilidade criminal pelos fatos investigados.

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Processo foi reaberto após absolvição

Marvin foi preso em João Pessoa, em outubro de 2016, durante as investigações do caso, permanecendo detido por pouco mais de um mês. Posteriormente, passou a responder ao processo em liberdade.

Em 2021, ele foi absolvido sumariamente pela Justiça da Paraíba, sob o entendimento de que sua conduta não configuraria crime previsto na legislação brasileira. Contudo, o recurso apresentado pelo Ministério Público da Paraíba levou o caso ao Tribunal de Justiça da Paraíba, que decidiu, em fevereiro de 2023, reabrir o processo por considerar que existiam indícios de possível incentivo aos assassinatos.

Crime chocou Brasil e Espanha

A Chacina de Pioz ocorreu em 17 de agosto de 2016, na cidade de Pioz, na Espanha. As vítimas foram o paraibano Marcos Campos Nogueira, sua esposa Janaína Santos Américo e os dois filhos do casal.

O autor confesso do crime, Patrick Nogueira, sobrinho de Marcos, foi julgado e condenado pela Justiça espanhola.

Durante as investigações, mensagens trocadas entre Patrick e Marvin foram analisadas pelas autoridades. Segundo o Ministério Público, parte dessas conversas indicaria incentivo aos assassinatos e orientações sobre como agir após o crime, elementos que sustentam a acusação.

Caso segue sem desfecho no Brasil

Com a decisão mais recente do STJ, o processo permanece em andamento na Justiça brasileira. Enquanto Patrick Nogueira já foi condenado na Espanha, a discussão sobre a eventual responsabilidade de Marvin Henriques continua sem decisão definitiva, quase dez anos após um dos crimes que mais repercutiram internacionalmente envolvendo uma família paraibana.